Em 25 de janeiro de 2019, uma barragem rompeu em Brumadinho, no estado de Minas Gerais, Brasil. O desastre matou 272 pessoas e quase 12 milhões de metros cúbicos de lama tóxica desceram por comunidades locais e sistemas de água.
Apesar dos claros alertas sobre a estabilidade da barragem, a subsidiária da empresa alemã TÜV SÜD havia certificado a barragem como segura. A Vale do Rio Doce continuou as operações que, em última instância, levaram ao desastre.
O rompimento da barragem de rejeitos de minério causou 272 mortes, além de devastação ambiental em larga escala e a destruição de comunidades. Um acordo de reparação foi assinado dois anos depois, referente a danos coletivos. Os planos incluíam investimentos socioeconômicos, recuperação socioambiental, esforços para garantir a segurança hídrica e melhorias em serviços públicos e obras de mobilidade urbana.
O que aconteceu com os responsáveis?
As duas empresas, da TÜV SÜD e da Vale, e outras 16 pessoas foram denunciadas.
Os réus estão atualmente trabalhando na apresentação de suas defesas e a TÜV SÜD está sendo processada na Alemanha, onde fica a sede da empresa. Em 2021, um acordo para reparar os danos causados pela catástrofe foi assinado entre o Ministério Público, a Defensoria Pública, o governo de Minas Gerais e a Vale.
O acordo prevê o pagamento de R$ 37,68 bilhões em 160 projetos na Bacia do Paraopeba, variando de programas de transferência de renda a monitoramento ambiental e obras de segurança e reconstrução.
Também há um acordo para pagamentos de compensações individuais, mas o assunto ainda não foi iniciado em juízo. Muitas famílias de vítimas e afetados firmaram acordos extrajudiciais com a Vale. Segundo a mineradora, mais de 15.400 pessoas assinaram acordos de compensação individualmente, resultando em uma compensação total no valor de R$ 3,5 bilhões.
Fonte: Agência Brasil e CNN Brasil



