O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva torce para que o homólogo norte-americano Joe Biden vença sua disputa pela reeleição em novembro.
“Embora eu não seja eleitor dos EUA, acho óbvio que Biden é uma garantia maior para a sobrevivência da democracia no mundo e nos Estados Unidos”, disse Lula a um canal de TV brasileiro.
O democrata Biden deve enfrentar o ex-presidente republicano Donald Trump em novembro, em uma revanche da eleição de 2020. Dois anos depois, o esquerdista Lula derrotou o então presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro, frequentemente comparado a Trump, para conquistar seu terceiro mandato não consecutivo no Brasil.
Lula, que entrou na política nos anos 1970 como líder sindical, disse ter uma “boa relação” com Biden e elogiou o presidente dos EUA pela defesa dos direitos dos trabalhadores, destacando que ele apoiou uma greve contra montadoras de automóveis no ano passado.
Em setembro, os dois líderes lançaram uma iniciativa para avançar os direitos dos trabalhadores e também concordaram em temas como a transição para energia mais verde, sendo membros fundadores da Global Biofuel Alliance.
Suas divergências incluem a guerra em Gaza, com Lula afirmando que Israel é responsável por um “genocídio” contra os palestinos. O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse ao líder brasileiro que Washington discordava das declarações de Lula.
Biden foi, em 2022, um dos primeiros líderes mundiais a parabenizar Lula pela vitória eleitoral e o apoiou em 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram e saquearam o palácio presidencial, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal do Brasil, pedindo um golpe militar.
Essas cenas são frequentemente comparadas à invasão do Capitólio dos EUA por apoiadores de Trump em 6 de janeiro de 2021, duas semanas antes de Trump deixar o cargo. Lula já chamou Bolsonaro de “cópia” de Trump no passado.
Fonte: Reuters



