Israel e Palestina, Rússia e Ucrânia, conflitos armados na Somália, Sudão, Nigéria e Síria. Diferentes partes do mundo estão vendo um aumento na instabilidade política, nos gastos militares e no número de vítimas. Durante a Reunião de Ministros das Relações Exteriores do G20 no Rio de Janeiro, em fevereiro passado, a prioridade do Brasil foi discutir maneiras de reformar e fortalecer as Nações Unidas (ONU).
Maurício Carvalho Lyrio, sherpa do G20 do Brasil e secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores, enfatizou a necessidade urgente de reestruturar a governança global e garantir a disponibilidade de mecanismos de construção da paz.
“Estamos apagando incêndios. Com 183 conflitos em andamento no mundo todo, a situação humanitária chegou a um nível catastrófico, exigindo ação estrutural”, afirmou o embaixador. “Nosso objetivo é alcançar uma reforma significativa da ONU, transformando-a em um instrumento eficaz para a prevenção de conflitos.”
“Alguns países defendem a reforma do Conselho de Segurança, enquanto outros propõem fortalecer a Assembleia Geral ou o Conselho Econômico e Social. O Brasil tem apoiado consistentemente uma reforma abrangente. A ONU deve se tornar mais representativa e responsiva às necessidades contemporâneas”, acrescentou.
Reuniões do G20
O Brasil assumiu a presidência rotativa do G20 em 1º de dezembro de 2023 e continuará nesse papel até 30 de novembro de 2024. Ao longo desse período, cerca de 130 reuniões estão previstas para ser realizadas em 15 cidades do país. Dentre esses eventos, o mais significativo será a Cúpula do G20 de Chefes de Estado e de Governo, marcada para 18 e 19 de novembro no Rio de Janeiro.
As reuniões de fevereiro foram atendidas por representantes de todos os países membros do G20, incluindo Argentina, Austrália, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Reino Unido e Estados Unidos. Além disso, representantes da União Africana e da União Europeia também estiveram presentes.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, as discussões ao longo do ano serão estruturadas em torno de três prioridades: fortalecer a inclusão social e combater a fome e a pobreza; promover o desenvolvimento sustentável, com foco em seus três pilares: aspectos sociais, econômicos e ambientais; e reformar as instituições de governança global.
Fonte: Agência Brasil



