A ministra da Saúde do Brasil, Nísia Trindade, afirmou que a vacina contra a dengue oferece esperança em meio ao aumento de casos da doença no país. No entanto, ela enfatizou que não é a única solução para a situação epidemiológica atual devido à quantidade limitada de vacinas fornecida pelo laboratório fabricante. Aproximadamente seis milhões de doses estão disponíveis, suficientes para vacinar três milhões de pessoas, considerando que o esquema vacinal completo consiste em duas doses.
“A vacina é nosso instrumento de esperança em relação a um problema de saúde pública que tem quase 40 anos. Finalmente, temos uma vacina que devemos celebrar. No entanto, devido à quantidade limitada entregue pelo laboratório e ao fato de que requer duas doses, não pode ser vista como uma solução para a situação atual”, observou ela.
Controle de surtos
“Neste momento, nosso foco principal é o controle dos surtos e o atendimento aos afetados pela dengue. Essas são nossas medidas imediatas. A vacinação seguirá os critérios de prioridade que definimos com estados e municípios, e amplamente divulgados, com foco em um segmento específico da população. Embora os idosos sejam o grupo mais vulnerável, não temos uma vacina autorizada para esse segmento da população. É por isso que enfatizo: a vacina é uma ferramenta entre muitas, e atualmente, não é a mais impactante”, concluiu a ministra.
Melhores formas de combater a dengue
De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a melhor forma de combater a dengue é evitar picadas do mosquito. Como? Usando repelente de insetos, vestindo roupas que cubram braços e pernas e cobrindo carrinhos de bebê e carregadores com mosquiteiro. Além disso, tomar medidas para controlar mosquitos em ambientes internos e externos, usando telas em janelas e portas, reparando furos nas telas para manter os mosquitos do lado de fora, usando ar-condicionado, se disponível, e impedir que os mosquitos botem ovos em ou perto da água. Uma vez por semana, esvaziar e esfregar, virar, cobrir ou descartar itens que acumulem água, como pneus, baldes, vasos de plantas, brinquedos, piscinas, bebedouros para pássaros, cachepôs ou recipientes de lixo.
Fonte: Agência Brasil e CDC



