Em seu primeiro dia de visita ao Brasil, na terça-feira (26 de mar.), o presidente Emmanuel Macron enfatizou, na presença do presidente Lula, os planos dos dois governos de estabelecer uma unidade de conservação binacional abrangendo o Brasil e a Guiana Francesa — o território ultramarino francês que faz fronteira com o estado brasileiro do Amapá.
A unidade serviria como centro de referência para pesquisas científicas voltadas ao desenvolvimento sustentável. O presidente Macron anunciou que os dois países investirão US$ 2 bilhões no projeto.
Em um comunicado intitulado “Chamada Brasil-França por Ambição Climática de Paris a Belém e Além”, os países expressaram seu compromisso conjunto de combater o desmatamento, proteger a Amazônia, restaurar e gerir de forma sustentável florestas tropicais, e desenvolver a bioeconomia, que inclui a exploração de “mecanismos de financiamento inovadores”.
Ao chegar em Belém, Lula e Macron embarcaram em um barco da Marinha rumo à Ilha do Combu, situada na margem sul do rio Guamá. A viagem envolveu atravessar o rio e navegar por uma rede de igarapés, permitindo que os dois líderes observassem a floresta amazônica preservada. Durante a visita, eles assistiram a uma demonstração da produção artesanal de cacau e chocolate da região.
Em Combu, o cacique Raoni Metuktire, proeminente líder do povo Kayapó e um dos representantes indígenas mais reconhecidos internacionalmente, foi homenageado pelo presidente Macron com a condecoração de Cavaleiro da Legião de Honra Francesa.
“Querido Raoni, este momento é dedicado a você. Você visitou a França várias vezes, e eu prometi vir aqui, à sua floresta, para ficar ao seu lado. Esta floresta, tão cobiçada, mas defendida por você por décadas. Hoje, o presidente Lula e eu estamos unidos com um de nossos amigos”, disse Macron em um discurso antes de entregar a medalha ao cacique indígena.
Source: Agência Brasil



