17 de abril de 2026 Um Jornal Bilíngue

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Que tal um “Rolé” nas Favelas Cariocas? – The Brasilians

Com elementos que traduzem o melhor dos territórios, Rio de Janeiro oferece, além das tradicionais atrações turísticas, uma variedade de atrações culturais nas favelas espalhadas pela cidade que você precisa conhecer. Não faltam opções para quem quer fazer um rolé como um carioca nativo, elogiando iniciativas e histórias inspiradoras que apresentam cenários diferentes do mesmo lugar, – o amado Rio.

Com o potencial de desenvolvimento já realizado na região, é ideal que as visitas sejam feitas com o apoio de guias locais cadastrados, além de associações ou projetos que acolhem o público.

VIDIGAL

Um polo de desenvolvimento cultural, Vidigal é reconhecido pelo trabalho social que levou milhares de jovens aos palcos de teatros do Brasil e do exterior. Do projeto “Nós do Morro”, nomes como Roberta Rodrigues, Thiago Martins, Marcello Mello Jr e Jonathan Azevedo. Sem mencionar as visitas de estrelas internacionais, como David Beckham, Kanye West e Queen Latifah.

Do topo da favela, uma das vistas mais belas pode ser apreciada. Do alto do VDG (sigla de Vidigal), é possível avistar as praias de Leblon, Ipanema e Arpoador, além do azul do mar que hipnotiza pela sua imensidão. Até quem está acostumado com o lugar se encanta com a beleza do local.

Para chegar ao mirante, utiliza-se mototáxi ou van circular da região. Para quem quer estender até o fim do dia e curtir o pôr do sol, a dica é Bar da Laje – que já se tornou um dos favoritos do Rio. Lá, há petiscos típicos cariocas, drinks e música ao vivo em um ambiente aberto e agradável, Bar da Laje (@bardalage) é a escolha certa para o fim do dia. Mais carioca que isso, impossível!

Também é possível visitar o Morro Dois Irmãos, Praia do Vidigal e Parque Ecológico do Tiê. @parque_instituto_sitie.

Para informações sobre o lugar e visitas com guia:@favelatourvidigal.

SANTA MARTA

Se você quer uma vista de 360 graus do Rio, a escolha certa é Santa Marta! A favela, localizada no Morro Santa Marta, divide espaço com o bairro de Botafogo, na zona sul da cidade.

Das casinhas coloridas que parecem um quadro, vemos a estátua do Cristo Redentor, bem de perto, e também do outro lado da comunidade temos o Pão de Açúcar e a Praia de Botafogo, além de ser possível contemplar a Lagoa Rodrigo de Freitas.

A favela reside no imaginário coletivo desde 1996, quando o cantor e compositor Michael Jackson gravou cenas do clipe “They don´t care about us”! e todas as vielas pararam por um dia, colocando a comunidade no mapa mundial. O feito rendeu uma escultura em tamanho real do Rei do Pop, feita pelo escultor Ique Woitschah em 2010. Desde então, o lugar se tornou uma das atrações turísticas mais visitadas da região, também visitada por Madonna e Hugh Jackman.

Para informações sobre o lugar e visitas com guia: @saletetour/ @favelasantamartatour.

ROCINHA

É um Mundo! Por muitos anos foi famosa como a maior favela da América Latina, Rocinha está na mente de todos os cariocas e do povo brasileiro. Devido à sua grandeza, alcançou proporções relevantes em todas as esferas. Historicamente, a origem do seu nome vem da antiga Fazenda Quebra-Cangalha, dividida em pequenas propriedades que aproveitavam o espaço para comercializar produtos para a feira na Praça Santos Dumont.

Do “Rocinha” no alto da Gávea. Nos anos trinta e quarenta, um circuito de automobilismo fez da região o cenário do que seriam corridas de Fórmula 1. Não é uma história muito rica?

Pulando no tempo, as atrações culturais, a “Laje da Mulher Maracujá”, Porta do Céu e Bar Mirante da Rocinha, onde você pode se encantar com o famoso Cristo Redentor, Pão de Açúcar e a Lagoa Rodrigo de Freitas e alguns bairros da zona sul do Rio de Janeiro, além de partes da Baía de Guanabara – de um ângulo especial. No cardápio, culinária contemporânea e uma lista de drinks refrescantes!

Descubra a magia da Porta do Céu, na Rocinha

Entre as vielas da Rocinha, um lugar especial te espera – Porta do Céu, uma laje no topo do morro oferece uma vista panorâmica, enquadrando a beleza da cidade do Rio de Janeiro. Com vista para a paisagem deslumbrante, Porta do Céu nos apresenta uma perspectiva única da cidade maravilhosa.

Para informações sobre o lugar e visitas com guia: @gilmarjuniorfernandes /@ocanjicatour /@pedroleo.tour

MORRO DA PROVIDÊNCIA

Do bairro Gamboa, localizado na zona central da cidade, Morro da Providência abre os caminhos da história, pois é a primeira favela do Brasil. Seus primeiros moradores foram os ex-combatentes da Guerra de Canudos, e na época era chamado de “Morro da Providência”.

Entre as ladeiras da comunidade, nasceu o autor brasileiro mais celebrado de todos os tempos, Joaquim Maria Machado de Assis, mais conhecido como Machado de Assis. Autor dos clássicos “Dom Casmurro” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, o “Bruxo” viveu sua infância e adolescência entre as vielas da favela, fato que também foi essencial para a identidade cultural do samba, um dos símbolos mais ricos do país.

De tantos cenários – alguns deles aparecendo em novelas –, Morro da Providência tem um visual que não precisa de apresentação, atraindo até a atenção dos maiores artistas plásticos do mundo, o francês JR, que junto com o fotógrafo brasileiro Mauricio Horta criou a Casa Amarela, com serviços de educação, arte e apoio social. O espaço mistura as experiências dos moradores com a academia, com o propósito de estimular o valor territorial da região. Com uma lua no topo, é sem dúvida um dos lugares mais fáceis de encontrar. Mais que um espaço físico, é um símbolo de resiliência e esperança para os moradores e para o Rio.

Para informações sobre o lugar e visitas com guia: @ocosmeoficial

BABILÔNIA E CHAPÉU MANGUEIRA

Vizinhos, os morros da Babilônia e Chapéu Mangueira estão localizados no bairro do Leme, na zona sul do Rio de Janeiro, e compartilham a natureza mais bonita que envolve toda a cidade. Apesar da pouca distância entre eles, ambos têm características que os tornam únicos, cada um à sua maneira e espaço.

Chapéu Mangueira, por exemplo, teve origem com a chegada de trabalhadores urbanos com forte ativismo durante os anos de ditadura e a criação de associações de moradores. Babilônia aparece na lista de favelas como uma das mais antigas, de base rural e originalmente formada por moradores das regiões Norte e Nordeste do país.

Respeitando a diversidade de suas trajetórias, as duas comunidades tornam o Rio de Janeiro mais plural e ponto de encontro, como por exemplo o Bar do Davi, no Chapéu Mangueira, um espaço que acolhe visitantes e moradores igualmente. Na cozinha, o sabor da comida caseira é a estrela, preparada com um tempero que faz história pelo cuidado com que é feito. Além da culinária, o bar também se tornou ponto de encontro para artistas locais e apresentações de Rodas de Samba e artistas ao vivo, sempre proporcionando um ambiente de prazer para os visitantes.

E se a comida é o que nos une, as duas comunidades dão um exemplo de como aproveitar toda comida. A iniciativa Favela Orgânica permite que visitantes entrem em contato com uma nova abordagem sobre consumo consciente, culinária alternativa, compostagem doméstica e hortas em pequenos espaços. O projeto, criado pela cozinheira Regina Tchelly, já levou oficinas e palestras para vários estados do Brasil, além de países como França, Itália e Uruguai.

Para informações sobre o lugar e visitas com guia: @amastourbabichapeu

FAVELA PEREIRA DA SILVA

Uma favela dentro de uma favela? É a forma artística e lúdica que vem da Favela Pereira da Silva, entre os bairros de Laranjeiras e Santa Teresa, localizada na zona sul.

Popularmente conhecida como “Morro do Pereirão”, o local atual onde a comunidade está situada, no passado era uma fazenda, no século XIX. Começou com poucas famílias, ao longo dos anos, deu lugar a uma região que hoje está superpovoada.

Para apresentar a riqueza artística do lugar, nasceu o Projeto Morrinho, uma galeria a céu aberto que retrata a vida e a cultura local em miniaturas coloridas. Em detalhes minuciosos, o cenário impressiona, e foi feito por jovens talentosos, que usam sucata e material reciclado para criar verdadeiras obras de arte.

 

 


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