Infectologista brasileira e pesquisadora Beatriz Grinsztejn será a primeira mulher latino-americana a presidir a Sociedade Internacional de AIDS (IAS), que reúne profissionais que atuam com a doença.
Grinsztejn, pesquisadora do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas Evandro Chagas (INI/Fiocruz), disse que levará as experiências positivas do Brasil no tratamento e prevenção do HIV para audiências internacionais. O país, observou ela, tornou-se um modelo no campo e possui um programa “espetacular” que garante acesso gratuito e universal aos brasileiros por meio da rede unificada de saúde do país, o SUS.
“No Brasil, temos acesso ao melhor em termos de tratamento e também de prevenção, o que nos diferencia da maioria dos países latino-americanos, onde a profilaxia pré-exposição ainda não é acessível aos cidadãos por meio de seus sistemas públicos de saúde”, disse ela em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Ela também defendeu o aumento de financiamento para pesquisa no país.
“O Brasil continua brilhando no cenário internacional, mas precisamos que o país ganhe mais visibilidade, para poder captar mais recursos para pesquisa e demonstrar ao mundo o poder do que está sendo feito em nosso país. É por isso que devemos ter à frente da sociedade alguém da região”, afirmou ela.
Fonte: Agência Brasil


