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Incêndios Florestais Batem Recordes no Brasil – The Brasilians

De janeiro a agosto de 2024, os incêndios no Brasil atingiram 11,39 milhões de hectares do território do país, de acordo com dados do Monitor de Fogo do Mapbiomas, divulgados na quinta-feira (12). Desse total, 5,65 milhões de hectares foram consumidos pelo fogo apenas em agosto, o que equivale a 49% do total este ano.

Os estados de Mato Grosso, Roraima e Pará foram os mais afetados, respondendo por mais da metade, 52%, da área afetada pelo fogo. Esses três estados abrangem parte da Floresta Amazônica, o bioma mais afetado até agosto de 2024. O fogo consumiu 5,4 milhões de hectares da Amazônia nesses oito meses.

Na terça-feira (10) apenas, o Brasil registrou 5.132 focos de incêndio, o que representa 75,9% de todas as áreas afetadas por incêndios na América do Sul naquele dia, segundo o Programa Fogo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Mas as grandes cidades também sofrem com incêndios este ano. Desde o início de 2024, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) detectou 760 focos de incêndio no estado do Rio de Janeiro. Este é o maior número de ocorrências já registrado em um único ano desde 2017, quando houve 959 registros. É um recorde que ainda pode ser superado, já que setembro e outubro são meses com alta média histórica de incêndios florestais.

A razão

Especialistas apontam que os ecossistemas se tornam mais vulneráveis a incêndios durante períodos de seca, como o que o Brasil está vivenciando atualmente. Esse cenário pode ser influenciado por diferentes fatores, como o aquecimento global impulsionado pela ação humana e os efeitos do fenômeno climático El Niño, seguido pelo La Niña.

Mas, embora o clima seco torne as áreas florestais mais suscetíveis a incêndios, a origem desses incêndios é frequentemente criminosa. Há investigações em várias partes do país que encontraram evidências que reforçam essa possibilidade. Prisões já foram feitas nos últimos dias, por exemplo, nos estados de São Paulo e Goiás.

Consequências

A queima excessiva no Brasil resultou em queda na qualidade do ar em várias regiões, gerando preocupações com a saúde da população. Nos últimos dias, imagens mostrando paisagens cobertas de fumaça em algumas capitais, como Brasília, São Paulo e Belo Horizonte, viralizaram nas redes sociais.

Com altas temperaturas e ar seco de má qualidade, o ar está cheio de partículas nocivas que aumentam o risco de problemas respiratórios, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas.

Fonte: Agência Brasil


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