17 de abril de 2026 Um Jornal Bilíngue

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Assembleia Geral da ONU: Lula critica incapacidade dos líderes mundiais de negociar – The Brasilians
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Assembleia Geral da ONU: Lula critica incapacidade dos líderes mundiais de negociar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na terça-feira (24) que, em uma tentativa de resolver os problemas do planeta, os líderes mundiais estão andando em círculos e obtendo resultados ineficientes. Ao abrir o debate dos chefes de Estado na 79ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Lula comentou o Pact for the Future, um documento adotado pelos países para fortalecer a cooperação global:

“Sua difícil aprovação demonstra o enfraquecimento de nossa capacidade coletiva de negociação e diálogo. Seu escopo limitado também é uma expressão do paradoxo de nosso tempo: andamos em círculos entre compromissos possíveis que levam a resultados insuficientes”, disse Lula.

“Nem mesmo com a tragédia da COVID-19 fomos capazes de nos unir em torno de um Tratado sobre Pandemias na Organização Mundial da Saúde. Precisamos ir muito mais longe e dotar a ONU dos meios necessários para enfrentar as mudanças no panorama internacional”, acrescentou o presidente.

Para Lula, a crise na governança global exige transformações estruturais e essa missão cabe à Assembleia Geral, “a maior expressão do multilateralismo”. Segundo ele, que está prestes a completar 80 anos, a Carta das Nações Unidas nunca passou por uma reforma abrangente. Quando a ONU foi fundada, havia 51 países; hoje são 193.

“A versão atual da Carta não aborda alguns dos desafios mais prementes da humanidade”, disse Lula, citando os diversos conflitos armados que existem no mundo, “com potencial para se tornarem confrontos generalizados”.

Segundo o presidente brasileiro, quando a ONU foi criada, várias nações, principalmente no continente africano, estavam sob domínio colonial e “não tinham voz em seus objetivos e operações.” Lula também acredita que não há equilíbrio de gênero nos cargos mais altos e o posto de secretário-geral nunca foi ocupado por uma mulher.

“Estamos chegando ao fim do primeiro quarto do século 21 com as Nações Unidas cada vez mais vazias e paralisadas. Ajustes pontuais não bastam; precisamos contemplar uma ampla revisão da Carta”, disse ele.

Para Lula, a reforma do Conselho de Segurança da ONU é urgente, para incluir representação adequada de países emergentes. Hoje, esse conselho, que tem poder para tomar decisões importantes sobre conflitos internacionais, tem apenas Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido como membros permanentes. Pelas regras, para uma resolução ser aprovada, precisa do apoio de nove dos 15 membros totais, e nenhum dos permanentes pode vetar o texto.

“A exclusão da América Latina e da África de assentos permanentes no Conselho de Segurança é um eco inaceitável de práticas de dominação do passado colonial”, disse o brasileiro.

Esta é a nona vez que o presidente Lula abre o debate geral dos chefes de Estado. Durante seus dois mandatos anteriores, participou do evento todos os anos entre 2003 e 2009. Em 2010, foi representado pelo então ministro das Relações Exteriores e atual assessor especial da Presidência, Celso Amorim. No ano passado, em seu terceiro mandato, Lula também abriu a sessão de debates.

Fonte: Agência Brasil 

 

 


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