O Hispanic Society Museum & Library apresenta Adriana Varejão: Não Esqueça, Viemos dos Trópicos, uma exposição de novas pinturas e esculturas da renomada artista brasileira Adriana Varejão. A mostra apresenta novas pinturas da aclamada série Plate de Varejão e uma intervenção escultórica externa específica para o local.
As novas obras refletem sobre a floresta amazônica como um nexo vital de ecologia, arte e cultura. Provenientes da participação de Varejão na inaugural Bienal das Amazônias (2023), elas também marcam duas décadas desde que a artista começou a realizar pesquisas com o povo Yanomami na bacia amazônica. A exposição estreia as mais recentes adições à celebrada série Plate de Varejão, inspirada nas cerâmicas históricas Palissy. Esses tondos de fibra de vidro em grande escala exibem elementos tridimensionais protuberantes, esculpidos e pintados à mão em óleo. A frente de cada prato é adornada com imagens exuberantes da flora e fauna amazônicas, enquanto o verso evoca desenhos de cerâmicas históricas da coleção da Hispanic Society e além, incluindo a espanhola Valenciana, a otomana Iznik, a porcelana da era Hongzhi da Dinastia Ming e a cerâmica amazônica pré-colombiana Marajoara.
Em frente ao museu, Varejão ativa a estátua equestre de 1927 de El Cid, de Anna Hyatt Huntington, com uma monumental intervenção escultórica. Nesta nova obra específica para o local, uma vibrante sucuri de fibra de vidro pintada (anaconda amazônica) enrola-se ao redor do guerreiro de bronze, confrontando o simbolismo da estátua de imperialismo, masculinidade e dominação do homem sobre a natureza.
Além de produzir novas obras, Varejão curou uma seleção de pratos cerâmicos históricos da coleção da Hispanic Society para exibir ao lado de sua série Plate. Ao colocar essas cerâmicas em diálogo com suas pinturas monumentais, ela levanta questões provocativas sobre as hierarquias estéticas. Historicamente, as cerâmicas foram relegadas a “artesanato” ou “artes decorativas”, secundárias à pintura e à escultura. Varejão desafia essas premissas, criando pinturas escultóricas inspiradas em cerâmicas do passado. Suas obras borram essas fronteiras, demonstrando como as cerâmicas, com sua essência evolutiva e origens em todas as culturas, podem dialogar com questões contemporâneas e enriquecer nossa compreensão da arte.
O título da exposição, Não Esqueça, Viemos dos Trópicos, é tanto uma homenagem à vitalidade natural e cultural do Brasil quanto uma tributo a uma de suas artistas ilustres, Maria Martins, que declarou famosamente: “Não esqueça, eu venho dos Trópicos.” Esse abraço às estéticas tropical e barroca celebra a vibração do mundo latino-americano.
Quem é Adriana Varejão
Adriana Varejão é uma das artistas brasileiras contemporâneas mais celebradas.
A artista nasceu no Rio de Janeiro em novembro de 1964, mas passou grande parte da infância em Brasília.
Em 1981, ela se matriculou em um curso de engenharia, mas abandonou no ano seguinte.
Em 1983, Adriana deu os primeiros passos no mundo das artes visuais. Logo montou seu primeiro ateliê no Rio de Janeiro.
Dois anos depois, viajou para Nova York, onde entrou em contato com grandes pintores que influenciaram seu trabalho.
Em 1986, ganhou o primeiro de muitos prêmios — o Prêmio de Aquisição no 9º Salão Nacional de Artes Visuais da Funarte (RJ).
Em 1988, já reconhecida no Brasil, participou da exposição Brasil Já, realizada no Morsbroich Museum, em Leverkusen, na Alemanha, e começou a conquistar reconhecimento internacional.
As obras de Adriana Varejão podem ser encontradas em importantes museus como o Tate Modern (Londres), o Guggenheim (Nova York) e o Hara Museum, em Tóquio.
No Brasil, suas peças mais famosas estão em exibição no Inhotim Centro de Arte Contemporânea, em Minas Gerais.
Onde: The Hispanic Society Museum & Library
Quando: 27 de março a 22 de junho de 2025
Mais informações: https://hispanicsociety.org
Fonte: The Hispanic Society Museum & Library



