Em abril, a Cidade Maravilhosa celebrou a abertura oficial do Rio de Janeiro como Capital Mundial do Livro, título concedido à cidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). As últimas cidades selecionadas pela UNESCO foram Sharjah (2019), Kuala Lumpur (2020), Tbilisi (2021), Guadalajara (2022), Accra (2023) e Strasbourg (2024).
Durante um ano, o Rio terá uma agenda de eventos e ações voltadas para a formulação de novas políticas públicas de leitura. A prefeitura destacou a Bienal do Livro, de 13 a 22 de junho, e uma edição especial do Prêmio Jabuti, que será realizada pela primeira vez no Rio de Janeiro.
O programa também inclui atividades em bibliotecas municipais, exposições em museus, cafés literários, saraus de poesia, feiras literárias e intervenções culturais nos principais terminais de transporte público da cidade.
Poucos leitores
O título concedido ao Rio de Janeiro é uma oportunidade para repensar os programas de leitura e o acesso a livros em todo o país. A 6ª edição da pesquisa ‘Retratos da Leitura no Brasil’, divulgada em 2024, mostra que houve uma redução de 6,7 milhões de leitores no país.
A pesquisa, realizada pelo Instituto Pró-Livro, também indicou que a proporção de não leitores superou a de leitores pela primeira vez na série histórica.
Nos três meses anteriores à pesquisa, 53% das pessoas não leram nem parte de um livro, seja impresso ou digital, de qualquer gênero, incluindo livros didáticos e religiosos. Considerando apenas livros lidos integralmente no mesmo período, o percentual foi de 27%.
A pesquisa foi realizada em 208 cidades. A maioria dos leitores é feminina (50,4%), com a faixa etária de 11 a 13 anos sendo a que mais lê (81%). A Região Sul teve a maior proporção de leitores (53%). Em seguida vêm as regiões Norte (48%), Centro-Oeste (47%), Sudeste (46%) e Nordeste (43%).
Outro aspecto a ser considerado é o preço dos livros e o poder de compra dos consumidores brasileiros. O 9º Painel Retail do Livro Brasileiro, produzido pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), mostrou que o preço médio de um livro no país subiu 12,20%, chegando a R$51,48.
Outra pesquisa, da Câmara Brasileira do Livro (CBL), reforça os dados do Snel. Na mais recente pesquisa, apenas 16% da população brasileira com mais de 18 anos afirmaram ter comprado pelo menos um livro nos últimos 12 meses.
Fonte: Agência Brasil



