O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes concedeu à defesa de Jair Bolsonaro 48 horas na quarta-feira (20 de ago.) para esclarecer o documento solicitando asilo político encontrado pela Polícia Federal no celular do ex-presidente.
Em sua decisão, Moraes afirmou que o relatório da Polícia Federal — que levou à denúncia de Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, na investigação sobre tarifas dos EUA contra o Brasil — detalhou várias tentativas de burlar medidas cautelares. Essas medidas vedavam contato com outros suspeitos na trama golpista e restringiam o acesso a redes sociais, inclusive por meio de contas de terceiros.
De acordo com o relatório, Bolsonaro considerou pedir asilo político ao presidente argentino Javier Milei. O documento de 33 páginas — sem assinatura e data — havia sido salvo no dispositivo desde 2024.
Além disso, o ministro citou contato feito pelo general Braga Netto após ser proibido de se comunicar com Bolsonaro, bem como trocas de mensagens entre o ex-presidente e seus aliados com orientações sobre postagens em redes sociais.
“Diante do exposto, a defesa de Jair Bolsonaro é intimada a prestar esclarecimentos no prazo de 48 horas sobre as reiteradas violações das medidas cautelares impostas, a continuidade de conduta ilícita e a existência de risco comprovado de fuga”, decidiu o ministro.
Após receber o relatório da denúncia, Moraes remeteu o caso à Procuradoria-Geral da República. Esse órgão decidirá se Bolsonaro e seu filho Eduardo serão denunciados perante o Supremo Tribunal Federal.
Fonte: Agência Brasil



