O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (30) a redução pela metade das tarifas impostas sobre importações da China. Segundo o presidente, a medida está relacionada à política de combate à entrada de fentanil em território americano. As declarações foram feitas a bordo do Air Force One, durante o voo de retorno da cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), realizada na cidade sul-coreana de Busan. A informação é da RT Brasil.
“Eu concordei em impor uma tarifa de 20% sobre a China pelo fentanil [nos EUA], que é uma tarifa alta, e com base nas declarações de hoje, reduzi em 10%,” disse Trump aos repórteres. “Então é 10% em vez de 20%,” acrescentou o presidente, notando que a decisão entra em vigor “imediatamente.”
Encontro entre Trump e Xi Jinping
Trump e o presidente chinês Xi Jinping se reuniram à margem da cúpula da APEC em um momento de tensão econômica elevada entre os dois países. O encontro, no entanto, terminou sem uma declaração conjunta. Apesar disso, Trump considerou a conversa extremamente produtiva. “Em uma escala de 0 a 10, o encontro foi um 12,” afirmou, sugerindo um tom otimista em relação à retomada do diálogo bilateral.
O encontro entre os líderes ocorre em meio a uma guerra comercial sem precedentes, marcada por tarifas e disputas comerciais sobre produtos no valor de centenas de bilhões de dólares, afetando cadeias de suprimentos globais e mercados financeiros.
Contexto econômico e diplomático
A decisão de reduzir as tarifas representa um gesto de distensão de Washington, após meses de fricções comerciais com Pequim. O fentanil — um opioide sintético responsável por dezenas de milhares de mortes por overdose nos Estados Unidos — tem sido um dos principais pontos de conflito diplomático entre as duas potências. Washington acusa Pequim de não controlar adequadamente a produção e o envio da substância.
O gesto de Trump pode sinalizar uma tentativa de reaproximação econômica, especialmente diante da pressão interna de empresas americanas que enfrentam custos crescentes devido às tarifas. Ainda assim, a ausência de uma declaração conjunta na APEC revela que a relação entre os dois países continua marcada por desconfiança e competição estratégica.
Fonte: brasil247.com


