16 de junho de 2026Um Jornal Bilíngue
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Estrangeiros vivendo com vistos de trabalho nos Estados Unidos estão cada vez mais se mudando para países como Canadá, Reino Unido, Cingapura e Austrália, onde eles encontram mais liberdade para encontrar um emprego ou abrir sua própria empresa sem ter que lidar com o ultrapassado e burocrático sistema de imigração dos Estados Unidos.

Mas à medida que esses trabalhadores, sobretudo da área tecnológica, buscam melhores oportunidades em outras terras, os Estados Unidos não estão conseguindo reter os talentos que tanto precisam para acompanhar a China, a Índia e outros países, cujos setores de tecnologia estão se tornando rivais do Vale do Silício.

Sem mudança, e rápido, especialistas dizem que isso pode significar toda uma geração perdida de talentos.

O sistema de imigração do país é notoriamente difícil de navegar e está atrasado há anos. As empresas de tecnologia contam com vistos de estudante e de trabalho – incluindo os programas F-1, L-1 e H-1B – para continuar recrutando os melhores talentos de todo o mundo. Os vistos H-1B, um dos favoritos da indústria de tecnologia, são limitados a 85 mil por ano. Esse número não mudou desde a década de 1990, mesmo quando o Vale do Silício se tornou uma superpotência global.

Portanto, os pedidos de visto excedem em muito esse número, atingindo mais de 300 mil em 2021 e 2022. A solução encontrada é fazer uma espécie de loteria para ver quem são os 85 mil sortudos que conseguem o tão desejado visto.

Enquanto isso, outros países estão facilitando a imigração de trabalhadores de tecnologia. O Canadá permite que imigrantes altamente qualificados obtenham residência permanente. E após três anos, esses residentes podem solicitar a cidadania, muito mais rápido do que a década que pode levar nos EUA.

O Japão reduziu o tempo de espera para obter residência permanente para investigadores e engenheiros para um ano. Cingapura criou um visto direcionado a trabalhadores de tecnologia. O Reino Unido concedeu vistos aos graduados das principais universidades (muitas nos EUA), independentemente da nacionalidade.

Isso torna esses países mais atraentes para empreendedores e trabalhadores de tecnologia altamente qualificados – e incentiva até mesmo as empresas americanas de tecnologia a contratar em países com políticas de imigração mais flexíveis.

Enquanto isso, nos EUA entra governo, sai governo e democratas e republicanos não conseguem chegar a um acordo comum sobre uma imprescindível reforma do sistema imigratório.

Fonte: Insider 


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