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Varíola dos Macacos: Devo me preocupar?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou o “monkeypox”, a varíola dos macacos, uma emergência de saúde pública global. O surto atual, detectado pela primeira vez na Europa no final de abril, já atingiu 75 países e matou 5 pessoas.

Os Estados Unidos têm o maior número de infectados, com mais de 3,500 dos 17,000 diagnósticos no mundo todo. A cidade de Nova York, com mais de mil casos registrados, está no epicentro do surto no país.

Mas o que é varíola dos macacos? Quais são seus sintomas?

A varíola dos macacos é uma doença viral, que passa de animais para seres humanos. Este vírus é membro da família Orthopoxvirus, a mesma do vírus da varíola humana, doença já erradicada entre seres humanos há mais de 40 anos.

Geralmente a varíola dos macacos começa com sintomas semelhantes aos da gripe – febre, glândulas inchadas, dores musculares e dores de cabeça. Lesões na pele se desenvolvem alguns dias depois, embora neste surto, elas podem se aparecer primeiro.

Essas lesões frequentemente começam nas mãos e na face, mas neste surto elas têm aparecido inicialmente também na boca e no ânus. Elas podem causar dor intensa e tornarem-se locais para infecções bacterianas. É justamente aí que complicações podem acontecer. Mas na grande maioria dos casos, os pacientes são tratados em ambulatórios, e pouquíssimas internações foram registradas.

Como acontece a transmissão?

A doença para ser transmitida é necessário que uma pessoa tenha contato direto com as lesões de uma outra pessoa infectada. A transmissão também é possível pelo contato com objetos contaminados com fluídos da pessoa infectada, por exemplo, toalhas ou lençóis.

Embora o surto tenha acontecido sobretudo entre homens que tiveram relações sexuais com outro homem, a varíola dos macacos não é uma doença sexualmente transmissível.

Como saber se eu tenho a doença?

O diagnóstico clínico pode ser facilmente confundido com outras condições. Então o ideal é fazer um teste de laboratório específico, o PCR, que detecta o vírus nas lesões da pele. Este teste era de difícil acesso, mas por causa do surto, laboratórios comerciais aqui nos Estados Unidos aumentaram recentemente a capacidade do País para mais de 70 mil testes por semana.

Há tratamento?

Um antiviral chamado tecovirimat, vendido sob a marca TPOXX, foi aprovado para tratar a varíola humana, e agora está sendo usado para tratar pessoas com varíola dos macacos. Ainda não se tem resultados concretos sobre sua eficácia.

Contudo, a varíola dos macacos tende a ser leve e, geralmente, os infectados se recuperam em algumas semanas sem tratamento específico, apenas com repouso, muita hidratação oral e controle de sintomas como febre e dor. Então, como na maioria das viroses agudas, o sistema imunológico é capaz de eliminar o vírus e a pessoa fica completamente curada, sem intervenção alguma.

Existe vacina?

Existe vacina contra a varíola humana. Mas estudos prévios têm mostrado que esta vacina pode ser 85% eficaz contra a varíola dos macacos. Isso acontece porque ambos os vírus pertencem a mesma família e, portanto, existe um grau de proteção cruzada devido à homologia genética entre eles.

Entretanto, a varíola humana, como já mencionado, foi erradicada há mais de 40 anos. Então, a produção da vacina também cessou. Mas com o surto, o governo norte-americano imediatamente financiou a fabricação de novas doses. Mais de um milhão de doses já foram distribuídas e estão disponíveis gratuitamente para quem quiser tomar. Mas vale ressaltar que as filas para receber a vacina estão longas em algumas cidades e o acesso não tenha sido equitativo em todas as regiões e populações do país.

 


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