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Os botos cor de rosa de Novo Airão

O acesso é pela estrada Manoel Urbano (BR-319), que está sendo duplicada. A estrada exige muito cuidado na direção, há muitos trechos em péssimo estado.

Ao chegar em Novo Airão não tem erro. A cidade é pequena e você deve acompanhar as indicações para o terminal turístico (porto), de onde se avista placas de orientação para o flutuante dos botos.

No local, há uma área para estacionamento improvisado em frente à casa de um morador que cobra uma taxa por carro. O flutuante fica na praia, que você acessa por uma escada de madeira.

Antes era permitido nadar com os botos, mas hoje isso não é mais possível.

Você pode apenas tocá-los no momento em que são alimentados.

O contato dos grupos de turistas com os botos é feito em horários determinados. Antes de seguir para a plataforma de acesso ao rio, uma orientadora faz uma rápida apresentação sobre a história do local, com informações e curiosidades sobre esse mamífero da água doce.

Depois, você segue a orientadora para acompanhar a alimentação dos animais, que vivem soltos no rio. Brincalhões, os botos ficam na posição vertical para apanhar os peixes e fazem a alegria dos visitantes, que podem tocá-los.

Os botos cor de rosa, também conhecidos como botos-vermelhos, se transformaram em atração de Novo Airão pela ação de Dona Marilda, proprietária do flutuante onde antes funcionava um restaurante. Ela e os filhos começaram a alimentar os botos, abundantes na região, que passaram a visitar o local diariamente em busca da alimentação fácil.

Os animais passaram a interagir com a família, que nadava e brincava com eles. Se transformaram na principal atração do restaurante e depois da cidade, chamando a atenção da imprensa e ganhando projeção nacional e internacional.

Hoje, o local é um ponto de observação dos botos e está sob o cuidado dos órgãos de proteção ambiental.

Uma das mais conhecidas lendas amazônicas é a do boto. Conta a lenda que nas noites de lua cheia, o boto cor-de-rosa se transforma em um rapaz atraente, de belo porte físico.

Sempre com um chapéu na cabeça e bem vestido, ele visita as comunidades próximas ao rio para encantar e seduzir as moças bonitas. Após engravidar a mulher, volta a se transformar em boto. Por isso, entre os ribeirinhos, quando uma mulher aparecia grávida e não se sabia quem era o pai, dizia-se que o filho era do boto.

Fonte: www.amazonasemais.com.br


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